”...esta cultura escolar transborda a própria escola, pois se constrói desde a crença popular em uma instituição a que se pudesse confiar a geração de uma nova nação, ainda que em prejuízo das vocações culturais de seu povo. Instala-se na sociedade, a partir daí, o sentido de tudo aquilo que se compreenderia como legítimas formas de educar e ensinar, determinando-se, deste modo, a orientação geral de todas as práticas fundamentais da educação formal. Mais do que conteúdos programáticos, tais orientações gerais incidem sobre aspectos do ofício de ensinar, tais como o modo de exposição de conteúdos, de avaliação da aprendizagem e da definição de objetivos de ensino-aprendizagem [... ...] Queríamos ter o professor falando de si mesmo como se fosse outro, que apesar de conhecê-lo bem, é outro. A ideia por trás disto era a de pôr os valores e as crenças da cultura escolar de frente para a sociedade que se desenvolveu à margem de todos estes valores, buscando-se nesta confrontação uma catars